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Dilemas Corporais
O Festival de performance "Dilemas Corporais" surgiu durante a disciplina de Performance ministrada pela professora Ms. Camila Lacerda, no curso de Licenciatura em Artes Visuais, na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).
Durante o processo criativo, as alunas trouxeram diversas questões relativas aos seus corpos. Principalmente sobre o universo feminino. Traumas, angústias, medos, frustrações, dentre outros assuntos foram discutidos em sala de aula e, a partir daí, as alunas pesquisaram e deram início à composição de suas performances.
Maria Aparecida, em O Corpo que Pesa, Mente que Sofre, questiona o corpo gordo e suas limitações dentro de uma sociedade que tende a excluir esse tipo de anatomia feminina.
Joelma Alves Nascimento, em Sangue ao Alvo, trabalha a militância feminista através do sangue da menstruação.
Débora Rocha de Santana, em Rosto e As Características, traz à tona a vaidade de um rosto negro, que sofre falta de representatividade em propagandas de maquiagem e, com isso, gerando complexos diversos.
Mayra Aparecida de Souza Lopes, em Quando o Espelho Machuca, coloca a timidez e a baixa auto-estima frente ao espelho, um lugar que reflete a imagem de quem olha e faz autojulgamentos.
Glécia de Almeida Neves, em Um Novo Olhar, envolve questionamentos sobre o corpo magro e seus traumas desde a infância até a vida adulta.
Talita Morais, em Confusões Internas, coloca o medo, a angústia e a ansiedade que vive em sua poética.
Dilemas Corporais pode ser considerada uma catarse feminina em cima de diversas questões que assolam as mulheres em uma sociedade predominantemente patriarcal.